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INSS prorroga prazo para pedir devolução de descontos indevidos

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) prorrogou até o dia 20 de março de 2026 o prazo para que aposentados e pensionistas solicitem a devolução de valores descontados indevidamente em seus benefícios. 

O caso ficou conhecido como “fraude do INSS” e envolve descontos associativos realizados sem autorização válida.

Com a prorrogação, segurados que identificaram cobranças suspeitas ainda podem requerer o ressarcimento pelos canais oficiais.

Leia também: Nova lei proíbe desconto nos benefícios do INSS

INSS prorroga prazo para pedir devolução de descontos indevidos

Como pedir a devolução dos valores?

O pedido de restituição pode ser feito de forma administrativa sem necessidade de ação judicial. Os canais oficiais disponíveis são:

  • Aplicativo ou site Meu INSS
  • Telefone 135
  • Atendimento presencial nas agências dos Correios (gratuito)

O INSS reforça que os beneficiários devem utilizar apenas os canais oficiais para evitar novos golpes.

Prazo termina em março de 2026

Com a prorrogação, o novo prazo final para solicitar a devolução dos valores descontados indevidamente é 20 de março de 2026.

A recomendação é que aposentados e pensionistas consultem regularmente o extrato do benefício e, ao identificar qualquer desconto não reconhecido, façam a contestação o quanto antes.

Mais de 4,2 milhões já foram reembolsados

Segundo dados atualizados divulgados pelo governo federal, os números da restituição até o momento são expressivos:

  • 4,2 milhões de beneficiários já foram reembolsados
  • Aproximadamente R$ 2,8 bilhões já devolvidos
  • Cerca de 850 mil pessoas ainda podem solicitar a restituição

O INSS alerta que quem ainda não fez a contestação deve conferir o extrato de pagamento e verificar se há descontos que não reconhece.

Entenda o que foi a chamada “fraude do INSS”

O problema envolveu descontos vinculados a Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades associativas. Em muitos casos, aposentados relataram cobranças sem autorização expressa.

A apuração ocorre no âmbito da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Durante as investigações, parte dos envolvidos foi afastada, e o governo iniciou um processo de ressarcimento em massa aos segurados prejudicados.

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Sobre o Autor

Advogada (OAB/RS - 113.949). Graduada em Direito pela Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos), de São Leopoldo (RS). Especializada em Direito Previdenciário pela Escola dos Juízes Federais do Rio Grande do Sul (ESMAFE/RS). Em 2018, atuou em um escritório no Vale dos Sinos como associada. Depois de dois anos, ingressou em um escritório em Porto Alegre, quando aprimorou seus conhecimentos por meio de atendimentos a Sindicatos da Região Metropolitana e com atuação em Previdências Privadas. Após três anos, passou a integrar a equipe do Previdenciarista, onde atua como consultora jurídica.

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