MPF quer suspender biometria do INSS durante período eleitoral
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspenda temporariamente a exigência do cadastro biométrico para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais.
A medida foi proposta diante das dificuldades enfrentadas por segurados que não conseguem realizar o procedimento, principalmente devido à suspensão do atendimento biométrico da Justiça Eleitoral durante o período eleitoral.
A recomendação ainda depende de manifestação do INSS, que tem prazo para informar se acatará ou não a medida. Até lá, as regras atuais permanecem em vigor.
Por que o MPF quer suspender a biometria do INSS?
Segundo o Ministério Público Federal, muitos cidadãos estão sendo impedidos de concluir pedidos de benefícios porque não conseguem realizar o cadastro biométrico exigido pelo INSS.

O problema ocorre porque a Justiça Eleitoral, um dos principais órgãos responsáveis pela coleta de dados biométricos dos brasileiros, suspende parte dos atendimentos durante o período eleitoral. Com isso, diversos segurados ficam sem uma alternativa viável para cumprir a exigência.
Na avaliação do MPF, essa situação cria uma barreira indevida ao acesso a direitos previdenciários e assistenciais.
O que o MPF propôs ao INSS?
Na recomendação encaminhada ao INSS, o MPF solicita que a exigência da biometria seja suspensa temporariamente enquanto persistirem as dificuldades para realização do procedimento.
Nesse período, o órgão defende que a identificação do segurado possa ser feita por meio da apresentação de um documento oficial com foto, garantindo o acesso aos benefícios sem comprometer a segurança na identificação dos cidadãos.
A medida busca evitar que pessoas aptas a receber aposentadorias, pensões, auxílios e benefícios assistenciais tenham seus processos paralisados por uma exigência que não conseguem cumprir.
A biometria do INSS foi suspensa?
Não. Apesar da recomendação do Ministério Público Federal, a biometria continua sendo exigida pelo INSS.
A manifestação do MPF não possui efeito automático. O instituto foi notificado e deverá informar, dentro do prazo estabelecido, se aceitará ou não a recomendação.
Até que haja uma decisão oficial, permanecem válidas as regras atualmente aplicadas para a identificação dos segurados.
Quem pode ser afetado pela decisão?
Caso o INSS aceite a recomendação, a medida poderá beneficiar milhares de pessoas que aguardam a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais e enfrentam dificuldades para realizar o cadastro biométrico.
Entre os possíveis beneficiados estão segurados que solicitaram aposentadorias, pensões por morte, auxílio por incapacidade temporária, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e outros benefícios administrados pelo instituto.
A suspensão temporária da exigência poderá evitar atrasos na análise dos pedidos enquanto o acesso ao cadastramento biométrico permanecer limitado.
O que esperar nos próximos dias?
O INSS deverá analisar a recomendação do Ministério Público Federal e informar se irá adotar a suspensão temporária da biometria.
Até que haja uma resposta oficial, não há mudanças para os segurados. Quem estiver realizando um pedido de benefício deve continuar acompanhando as exigências do processo e cumprir os procedimentos atualmente previstos pelo instituto.
A decisão do INSS poderá definir se a apresentação de um documento oficial com foto será aceita temporariamente como alternativa ao cadastro biométrico durante o período eleitoral.
Compartilhe
Compartilhe com IA
Tópicos recomendados
Jornalista formado na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e pós-graduado em Comunicação Empresarial e Marketing Digital. Jornalista no Previdenciarista. Redator e curador de conteúdo na newsletter PrevNews. Marketing Jurídico.





