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Quase 7 em cada 10 benefícios do INSS são aposentadorias

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As aposentadorias representam 69% dos benefícios previdenciários mantidos mensalmente pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O dado foi divulgado pelo próprio instituto e mostra o peso desse benefício entre os pagamentos da Previdência Social.

O percentual, porém, não significa que sete em cada dez novos pedidos são aprovados. No primeiro semestre de 2026, o INSS negou 4,3 milhões de solicitações, número superior ao total de benefícios concedidos no período.

Aposentadorias representam 69% dos benefícios do INSS

De acordo com o INSS, quase sete em cada dez benefícios previdenciários mantidos pelo instituto são aposentadorias.

O dado considera os benefícios que já estão ativos e são pagos mensalmente. Portanto, não representa a quantidade de pedidos de aposentadoria aprovados recentemente.

Quase 7 em cada 10 benefícios do INSS são aposentadorias

Entre as modalidades estão a aposentadoria por idade urbana e rural, as regras de transição, a aposentadoria especial, a aposentadoria do professor, a aposentadoria da pessoa com deficiência e a aposentadoria por incapacidade permanente.

Cada uma possui requisitos próprios. Ter muitos anos de trabalho ou atingir uma determinada idade não garante automaticamente a concessão.

Quem pode pedir aposentadoria pelo INSS em 2026?

Na regra geral, a mulher precisa ter pelo menos 62 anos de idade e 15 anos de contribuição. Para o homem, a idade mínima é de 65 anos.

Quem começou a contribuir antes de 13 de novembro de 2019 pode se aposentar com 15 anos de contribuição. Já o homem que ingressou no INSS depois da Reforma da Previdência precisa completar 20 anos.

Também é necessário cumprir a carência de 180 contribuições mensais válidas. Esses pagamentos não precisam ser consecutivos, pois o trabalhador pode interromper as contribuições e retornar ao INSS posteriormente.

Quem já contribuía antes da Reforma ainda pode ter direito a uma das regras de transição. A data da aposentadoria dependerá da idade, do tempo acumulado em 2019 e da regra mais vantajosa para o segurado.

INSS negou 4,3 milhões de pedidos em 2026

O número elevado de aposentadorias em pagamento contrasta com o crescimento recente dos indeferimentos. Entre janeiro e junho de 2026, o INSS registrou 4.319.336 pedidos de benefícios negados.

No mesmo período de 2025, foram aproximadamente 2,54 milhões. Isso significa que as negativas aumentaram 69,8% em um ano.

As concessões também cresceram, mas em ritmo menor. O INSS aprovou 4.239.522 benefícios no primeiro semestre, uma alta de 13,41%. Com isso, o número de pedidos negados superou o de aprovados em quase 80 mil.

Somente em junho, 938.180 solicitações foram rejeitadas, enquanto 792.531 benefícios foram concedidos. Os dados foram apresentados anteriormente pelo Previdenciarista na notícia sobre os 4,3 milhões de pedidos negados pelo INSS.

Os 4,3 milhões de pedidos negados eram de aposentadoria?

Não. Os números incluem aposentadorias, pensões, benefícios por incapacidade e benefícios assistenciais analisados pelo INSS.

Os benefícios por incapacidade concentraram aproximadamente 64% das negativas. Entre janeiro e junho, 2.762.767 indeferimentos estavam relacionados principalmente ao auxílio por incapacidade temporária e à aposentadoria por incapacidade permanente.

Os outros 1.556.569 pedidos negados envolveram as demais modalidades. Por isso, não é correto afirmar que o INSS rejeitou 4,3 milhões de aposentadorias comuns.

O levantamento mostra, entretanto, que os segurados precisam ter atenção aos requisitos e aos documentos apresentados no momento do pedido.

Por que uma aposentadoria pode ser negada?

Uma das principais dificuldades é a falta de comprovação do tempo de contribuição. O segurado pode ter trabalhado durante o período necessário, mas parte dos vínculos não estar registrada corretamente no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

Também podem existir empregos com datas incorretas, contribuições abaixo do salário mínimo, recolhimentos em atraso que não contam para a carência ou períodos especiais sem documentação adequada.

Na aposentadoria rural, é necessário comprovar o exercício da atividade durante o período exigido. Já a aposentadoria especial depende de documentos como o Perfil Profissiográfico Previdenciário, o PPP.

A simulação do Meu INSS utiliza as informações existentes no CNIS. Se o cadastro estiver incompleto, o resultado também poderá indicar uma data ou um tempo de contribuição incorreto.

O que fazer se o INSS negar a aposentadoria?

O primeiro passo é consultar o Comunicado de Decisão e baixar a cópia integral do processo administrativo pelo Meu INSS. Esses documentos mostram quais períodos foram considerados e qual foi o motivo do indeferimento.

Se houver discordância, o segurado pode apresentar Recurso Ordinário ao Conselho de Recursos da Previdência Social. O prazo é de 30 dias após tomar conhecimento da decisão.

Dependendo do motivo, também pode ser necessário corrigir o CNIS, apresentar novos documentos, fazer outro pedido ou procurar a Justiça. Uma negativa não significa necessariamente que o segurado perdeu definitivamente o direito ao benefício.

As aposentadorias representam a maior parte dos benefícios pagos pelo INSS, mas a concessão depende da comprovação da idade, do tempo de contribuição e da carência. Diante do aumento dos indeferimentos em 2026, revisar o cadastro antes do pedido tornou-se ainda mais importante.

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Sobre o Autor

Jornalista formado na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e pós-graduado em Comunicação Empresarial e Marketing Digital. Jornalista no Previdenciarista. Redator e curador de conteúdo na newsletter PrevNews. Marketing Jurídico.

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