Ranking de 2026 revela os melhores países para se aposentar; confira
Um ranking da consultoria Global Citizen Solutions comparou 46 programas de residência para aposentados e pessoas com renda passiva em diferentes países.
O Uruguai ficou em primeiro lugar na classificação mundial, enquanto o Brasil apareceu em quinto lugar entre 17 programas das Américas.
O levantamento faz parte do Global Retirement Report & Index 2026 e considera critérios como qualidade de vida, tributação, custos e facilidade para obter residência.
Ranking de melhores países para se aposentar no exterior
O estudo compara as condições oferecidas a estrangeiros que querem morar em outro país depois de se aposentar. Vale ressaltar que a lista não avalia o valor das aposentadorias nem determina qual país é o melhor para todos os aposentados.

- Uruguai — 99,90 pontos
- Ilhas Maurício — 99,80 pontos
- Espanha — 99,60 pontos
- Costa Rica — 99,50 pontos
- Portugal — 99,30 pontos
- Paraguai — 98,20 pontos
- Letônia — 98,00 pontos
- Andorra — 97,80 pontos
- Itália — 97,20 pontos
- Grécia — 95,90 pontos
O Brasil ficou em 5º lugar entre os 17 programas das Américas, mas não aparece entre os dez primeiros do ranking global.
O que colocou o Brasil entre os destaques das Américas?
O relatório destaca a rapidez do processo de residência brasileiro, estimado em três a cinco meses, e a possibilidade de incluir pais dependentes entre os familiares. A tributação da renda mundial, por outro lado, reduziu a avaliação do país nesse critério, segundo o levantamento.
Para estrangeiros aposentados ou pensionistas que pretendem morar no Brasil, a regra migratória prevê comprovação de transferência mensal de pelo menos US$ 2 mil. A solicitação também exige documentos como comprovante de seguro de saúde válido no país.
A posição brasileira não significa, portanto, que o país seja o quinto melhor lugar do mundo para qualquer aposentado. O estudo compara programas migratórios e usa metodologia própria; a escolha de um destino depende das necessidades, da renda e da situação de cada pessoa.
O que aposentados brasileiros devem verificar antes de morar fora?
A mudança para outro país pode envolver questões previdenciárias além da escolha do destino. O INSS informa que a transferência do pagamento de um benefício brasileiro para o exterior pode ser solicitada nos casos previstos em acordos bilaterais. O instituto orienta que o pedido seja feito antes da mudança ou de uma viagem prolongada.
Quem recebe benefício do INSS e reside fora do Brasil também precisa fazer a comprovação de vida uma vez por ano, no mês do aniversário, para evitar bloqueio do pagamento ou suspensão do benefício. O procedimento pode ser feito por canais indicados pelo instituto, inclusive com documento emitido por consulado brasileiro.
Outro ponto é a tributação. No Tema 1.174, o STF declarou inconstitucional a cobrança de uma alíquota fixa de 25% de Imposto de Renda na fonte sobre aposentadorias e pensões pagas a residentes no exterior. A Receita Federal informa que esses rendimentos ficam sujeitos à tabela progressiva, observadas as regras aplicáveis a não residentes.
Por que o tema interessa a advogados previdenciaristas?
Para advogados, o ranking pode servir como ponto de partida para orientar clientes que cogitam se mudar, mas não substitui a análise do benefício.
É preciso verificar se há acordo previdenciário com o país de destino, quais procedimentos permitem receber o pagamento no exterior e quais obrigações de comprovação de vida e tributação se aplicam ao caso.
A decisão sobre onde se aposentar deve considerar, além do visto, fatores como renda disponível, acesso à saúde, custo de vida, regras fiscais e manutenção do benefício previdenciário.
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Jornalista formado na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e pós-graduado em Comunicação Empresarial e Marketing Digital. Jornalista no Previdenciarista. Redator e curador de conteúdo na newsletter PrevNews. Marketing Jurídico.




