STF suspende julgamento sobre aposentadoria de mulheres na Previ
O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento que discute o cálculo da aposentadoria complementar de mulheres vinculadas à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ).
A análise foi interrompida em 29 de outubro, com placar provisório de 5 a 3 a favor das aposentadas. A ata do julgamento foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico nesta terça-feira (3).
O caso é analisado no Recurso Extraordinário (RE) 1.415.115, que corresponde ao Tema 1.423 da repercussão geral. Ainda não há decisão final: os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli não votaram na sessão em que o julgamento foi suspenso.
O que está em discussão?
Quatro aposentadas do Banco do Brasil pedem a revisão do cálculo de seus benefícios complementares.

O regulamento da Previ usa o mesmo limite, 30 anos de filiação ao plano, para calcular o benefício integral de homens e mulheres. As autoras defendem que, para elas, a referência deveria ser de 25 anos, e alegam que a regra atual reduz o valor do complemento.
A questão é saber se as diferenças de tempo de contribuição previstas na previdência pública para homens e mulheres também devem ser consideradas nos planos privados de previdência complementar.
Como votaram os ministros?
O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou a favor das aposentadas. Para ele, exigir o mesmo tempo dos dois sexos pode gerar discriminação indireta contra as mulheres. Acompanharam o relator Flávio Dino, André Mendonça, Cármen Lúcia e Edson Fachin.
O ministro Cristiano Zanin abriu divergência. Ele entendeu que a Constituição não obriga os planos de previdência complementar a repetir as regras diferenciadas dos regimes públicos. Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam essa posição.
A decisão vale para a aposentadoria do INSS?
O caso não trata diretamente de benefícios pagos pelo INSS. A discussão envolve a previdência complementar da Previ e a regra de cálculo prevista no regulamento do plano. Portanto, o julgamento não altera automaticamente as regras do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) nem determina a revisão de aposentadorias do INSS.
Como o tema teve repercussão geral reconhecida, a tese final deverá orientar os julgamentos de casos semelhantes. O STF também registra a suspensão nacional de processos que discutem a mesma questão.
Perguntas frequentes
O STF já decidiu que as mulheres da Previ têm direito ao cálculo com 25 anos?
O julgamento foi suspenso antes da conclusão. O placar está em 5 a 3, mas ainda faltam votos.
A discussão vale para todas as aposentadas?
O caso concreto envolve quatro aposentadas do Banco do Brasil e o regulamento da Previ. A tese final poderá orientar processos semelhantes, mas não significa revisão automática de todos os benefícios.
A decisão muda as regras da aposentadoria do INSS?
O processo discute previdência complementar, e não o cálculo de benefícios pagos pelo INSS.
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Jornalista formado na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e pós-graduado em Comunicação Empresarial e Marketing Digital. Jornalista no Previdenciarista. Redator e curador de conteúdo na newsletter PrevNews. Marketing Jurídico.




