Aposentadoria dos agentes de saúde está em fase decisiva
A proposta que cria uma aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias pode avançar nesta terça-feira (14) no Senado Federal. Embora o texto já seja conhecido, a sessão marca um momento importante da tramitação: a PEC 14/2021 chega ao fim da última discussão em primeiro turno e poderá ser votada pelos senadores.
Se aprovada nesta etapa, a proposta ainda não vira regra imediatamente, mas dá um passo importante rumo à promulgação da emenda constitucional.

O que será decidido nesta terça-feira?
A PEC 14/2021 encerra sua quinta e última sessão de discussão em primeiro turno no Plenário do Senado. Com isso, os parlamentares poderão decidir se o texto avança para a primeira votação.
Caso obtenha o número mínimo de votos favoráveis exigido para uma proposta de emenda à Constituição, a matéria seguirá para um segundo turno de tramitação no Senado, que inclui mais três sessões de discussão antes da votação final.
Somente após ser aprovada em dois turnos é que a PEC poderá seguir para as próximas etapas do processo legislativo.
O que prevê a proposta?
A PEC estabelece regras específicas de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.
Pelo texto, os requisitos seriam:
- mulheres: aposentadoria aos 57 anos de idade;
- homens: aposentadoria aos 60 anos;
- exigência de 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na atividade.
Além das regras de aposentadoria, a proposta também prevê a regularização do vínculo funcional desses profissionais, cria regras de transição e estabelece assistência financeira da União. O texto ainda amplia esses benefícios para agentes indígenas de saúde e agentes de saneamento.
Aprovação nesta terça não significa que a aposentadoria mudou
Mesmo que a PEC seja aprovada na votação desta terça-feira, as regras atuais de aposentadoria permanecem inalteradas.
Isso acontece porque propostas de emenda à Constituição precisam cumprir um rito mais rigoroso do que projetos de lei comuns. Após a primeira votação, ainda será necessário concluir o segundo turno de análise no Senado antes que a proposta possa seguir adiante.
Na prática, a sessão representa um avanço importante, mas não a conclusão do processo.
Por que a votação ganhou destaque?
A expectativa em torno da PEC aumentou porque milhares de agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias acompanham a discussão há anos.
A categoria defende uma aposentadoria com critérios próprios em razão das características da atividade, que envolve trabalho permanente junto à população e exposição frequente a riscos relacionados à saúde pública.
Por isso, a eventual aprovação em primeiro turno é vista como um dos principais marcos da tramitação desde que a proposta começou a avançar no Senado.
O que acontece depois?
Se o Senado aprovar a PEC em primeiro turno, o texto ainda precisará:
- cumprir três novas sessões de discussão;
- ser votado em segundo turno;
- alcançar novamente o quórum constitucional exigido para aprovação.
Somente após a conclusão de todas essas etapas é que a proposta poderá avançar para sua fase final de tramitação.
Até lá, os requisitos atuais para aposentadoria dos agentes continuam valendo normalmente.
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Advogada (OAB/RS - 113.949). Graduada em Direito pela Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos), de São Leopoldo (RS). Especializada em Direito Previdenciário pela Escola dos Juízes Federais do Rio Grande do Sul (ESMAFE/RS). Em 2018, atuou em um escritório no Vale dos Sinos como associada. Depois de dois anos, ingressou em um escritório em Porto Alegre, quando aprimorou seus conhecimentos por meio de atendimentos a Sindicatos da Região Metropolitana e com atuação em Previdências Privadas. Após três anos, passou a integrar a equipe do Previdenciarista, onde atua como consultora jurídica.





