INSS nega 4,3 milhões de pedidos e número dispara 70% em 2026
O número de pedidos de benefícios negados pelo INSS aumentou quase 70% no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o instituto registrou 4.319.336 indeferimentos, contra aproximadamente 2,54 milhões no mesmo período do ano passado.
Somente em junho, 938.180 pedidos foram rejeitados, o maior resultado mensal registrado neste ano. Os dados constam no Boletim Estatístico da Previdência Social de junho de 2026.
Benefícios do INSS negados superam as concessões
O levantamento mostra que os indeferimentos cresceram 69,8% na comparação com os seis primeiros meses de 2025. Já as concessões avançaram em ritmo bem menor, com alta de 13,41%.
De janeiro a junho de 2026, o INSS concedeu 4.239.522 benefícios. Isso significa que, no acumulado do semestre, o número de pedidos negados superou o de benefícios concedidos em quase 80 mil.

Em junho, a diferença foi ainda mais expressiva: enquanto 938.180 solicitações foram indeferidas, 792.531 benefícios foram aprovados.
Pedidos negados aumentaram mês a mês
O número de negativas ganhou força ao longo do primeiro semestre. Em janeiro, foram 378.792 indeferimentos. Já em maio, o total chegou a 898.162 e avançou para 938.180 em junho.
Entre os pedidos negados durante o semestre, 2.762.767 estavam relacionados a benefícios por incapacidade, como o auxílio por incapacidade temporária e a aposentadoria por incapacidade permanente. Os outros 1.556.569 indeferimentos envolveram as demais modalidades de benefícios.
Assim, os benefícios por incapacidade concentraram aproximadamente 64% de todas as negativas registradas no período.
O que significa ter um benefício indeferido?
Segundo a definição utilizada pelo próprio Ministério da Previdência Social, um benefício é considerado indeferido quando o pedido foi analisado, mas não foi aceito por não atender aos requisitos legais.
O boletim apresenta a quantidade de decisões, mas não aponta uma causa específica para o crescimento das negativas. Por isso, os números isoladamente não permitem concluir se todos os pedidos foram rejeitados pelo mesmo motivo ou se o aumento ocorreu apenas para reduzir a fila do INSS.
Entre as situações que podem resultar na negativa do pedido estão a ausência de documentos, falta de comprovação do tempo de contribuição, perda da qualidade de segurado, não reconhecimento da incapacidade para o trabalho ou inconsistências no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).
O que fazer quando o INSS nega o benefício?
O primeiro passo é consultar o motivo da decisão no aplicativo ou site Meu INSS. O segurado também pode baixar a cópia integral do processo para verificar quais documentos foram analisados e por que o pedido foi rejeitado.
Caso não concorde com a decisão, é possível apresentar um Recurso Ordinário ao Conselho de Recursos da Previdência Social. O prazo é de 30 dias após o segurado tomar conhecimento do resultado, e a solicitação pode ser realizada pela internet, por meio do Meu INSS.
Dependendo do motivo da negativa, também pode ser necessário corrigir informações, reunir novos documentos, fazer outro requerimento ou avaliar a possibilidade de recorrer à Justiça. A melhor alternativa depende das circunstâncias de cada caso.
É possível recorrer de um benefício negado?
Sim. O segurado pode apresentar Recurso Ordinário pelo Meu INSS em até 30 dias após tomar conhecimento da decisão. É importante explicar os motivos da contestação e anexar os documentos necessários.
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Jornalista formado na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e pós-graduado em Comunicação Empresarial e Marketing Digital. Jornalista no Previdenciarista. Redator e curador de conteúdo na newsletter PrevNews. Marketing Jurídico.




