Novo golpe da prova de vida ameaça cortar aposentadoria: veja como se proteger
O INSS publicou um novo alerta sobre golpes contra aposentados e pensionistas. No comunicado, o órgão avisa que criminosos estão enviando mensagens que falam em uma suposta necessidade de “atualização da prova de vida”, pedem dados pessoais e ameaçam cortar a aposentadoria ou outro benefício caso a vítima não resolva a situação imediatamente.
A novidade não é uma nova regra de prova de vida nem uma convocação geral para ir ao banco ou ao INSS. O problema, segundo a autarquia, é o uso de uma situação real para enganar segurados: os links enviados pelos golpistas podem capturar dados sensíveis e abrir caminho para novas fraudes, inclusive financeiras.
O que há de novo no golpe da prova de vida?
Alguns alertas anteriores já tratavam de SMS falsos que anunciavam o corte do benefício. Agora, o novo comunicado do INSS chama atenção para uma abordagem mais específica: a falsa “atualização” da prova de vida. A mensagem tenta parecer uma regularização de cadastro e cria urgência para que o aposentado informe CPF, dados bancários, senha ou clique em um link.
Esse formato é especialmente perigoso porque há, de fato, beneficiários que recebem avisos oficiais sobre a prova de vida. O INSS realiza a comprovação automaticamente por cruzamento de dados governamentais, mas quem não é identificado pelo sistema pode ser comunicado para regularizar a situação.

Por isso, a orientação não é ignorar toda mensagem sem verificar. É conferir se o contato veio pelo canal correto antes de tomar qualquer providência.
Como saber se a mensagem sobre prova de vida é verdadeira?
O aviso oficial pode ser enviado pela conta verificada Governo do Brasil no WhatsApp, identificada com selo azul, e a mesma comunicação também deve aparecer na Caixa Postal do aplicativo Gov.br. O banco onde o benefício é recebido também pode fazer uma notificação pelo aplicativo ou pelo extrato bancário.
Há sinais que diferenciam o contato oficial do golpe:
- a mensagem verdadeira não envia link para regularização;
- não pede CPF, endereço, senha, foto de documento ou dados bancários;
- não exige pagamento, transferência ou Pix;
- o INSS não liga nem envia servidor à casa do beneficiário para pedir dados sobre prova de vida.
Na prática, o criminoso tenta aproveitar a preocupação do segurado com o benefício. Se a mensagem pedir ação imediata, dados pessoais ou acesso por link, a orientação é não clicar e não responder.
Quem precisa fazer a prova de vida?
A prova de vida do INSS é feita, em regra, automaticamente. O governo considera informações registradas em bases públicas para confirmar que o beneficiário continua vivo, sem exigir comparecimento anual ao banco ou à agência para todos os segurados.
Somente quem não for localizado automaticamente pode receber uma comunicação oficial. Mesmo nesses casos, não é preciso ir à agência do INSS. O beneficiário pode fazer a comprovação no banco onde recebe o pagamento, com documento oficial com foto, ou verificar as opções de biometria facial pelo Meu INSS.
O que fazer ao receber uma mensagem suspeita?
O primeiro passo é não clicar em links e não enviar qualquer dado. Em vez de responder à mensagem, o segurado deve abrir diretamente o aplicativo ou o site do Meu INSS, sem usar o link recebido, e consultar a situação da prova de vida.
Se houver dúvida, a confirmação deve ser feita pela Central 135. É esse contato direto que evita que uma mensagem falsa determine uma ida desnecessária ao banco, o envio de documentos ou o compartilhamento de informações pessoais.
Perguntas frequentes
O INSS pode enviar WhatsApp sobre prova de vida?
O aviso legítimo pode ser enviado pela conta verificada Governo do Brasil e também aparecer na Caixa Postal do aplicativo Gov.br. A mensagem não pede documentos, senha, dados bancários ou pagamento.
Preciso pagar para regularizar a prova de vida?
Não é preciso pagar para regularizar a prova de vida. O INSS não cobra taxa, Pix ou transferência para manter aposentadoria, pensão ou outro benefício ativo.
O que fazer se cliquei em um link suspeito?
Não informe novos dados, altere a senha da conta Gov.br, comunique o banco se houve compartilhamento de dados bancários e registre boletim de ocorrência caso identifique movimentação ou acesso indevido.
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Jornalista formado na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e pós-graduado em Comunicação Empresarial e Marketing Digital. Jornalista no Previdenciarista. Redator e curador de conteúdo na newsletter PrevNews. Marketing Jurídico.




