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Projeto reconhece mulheres da pesca e amplia benefícios

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A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que reconhece formalmente as mulheres que atuam na cadeia produtiva da pesca artesanal como trabalhadoras do setor. 

Na prática, a medida pode ampliar o acesso a direitos sociais e previdenciários, como auxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença), seguro-defeso e salário-maternidade.

A proposta busca dar maior proteção a milhares de mulheres que desempenham atividades essenciais na pesca, mas que muitas vezes enfrentam dificuldades para comprovar o exercício da atividade perante o INSS.

Projeto amplia reconhecimento do trabalho feminino na pesca artesanal

O Projeto de Lei 145/26, de autoria da deputada Laura Carneiro, reconhece como trabalhadoras da pesca artesanal as mulheres que atuam em diversas etapas da cadeia produtiva.

Projeto reconhece mulheres da pesca e amplia benefícios

Entre as atividades abrangidas pelo texto estão:

  • preparo e manutenção de redes e embarcações;
  • captura, cultivo e manejo de organismos aquáticos;
  • beneficiamento do pescado, como limpeza, salga e embalagem;
  • transporte e comercialização dos produtos;
  • gestão e produção de conhecimentos ligados à cultura pesqueira.

Com o reconhecimento formal da atividade, essas trabalhadoras poderão ter maior facilidade no acesso a benefícios previdenciários e na comprovação de sua condição de seguradas especiais.

Benefícios do INSS podem ser assegurados às trabalhadoras

Caso a proposta seja aprovada definitivamente, as mulheres da pesca artesanal poderão ter acesso a direitos previdenciários previstos para a categoria, entre eles:

O reconhecimento da atividade também pode reduzir a vulnerabilidade social e econômica dessas trabalhadoras, especialmente em comunidades pesqueiras tradicionais.

Projeto ainda precisa passar por novas comissões

Apesar da aprovação na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, a proposta ainda não virou lei. O texto seguirá para análise, em caráter conclusivo, pelas Comissões de Trabalho e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.

Para entrar em vigor, o projeto ainda deverá ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Fonte: Agência Câmara de Notícias.

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Sobre o Autor

Jornalista formado na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e pós-graduado em Comunicação Empresarial e Marketing Digital. Jornalista no Previdenciarista. Redator e curador de conteúdo na newsletter PrevNews. Marketing Jurídico.

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