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Senado aprova projeto que prevê validade permanente para laudos de autismo

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O Senado Federal aprovou o Projeto de Lei nº 3.749/2020, que prevê validade por tempo indeterminado para laudos médicos que atestem o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A proposta elimina a exigência de renovação periódica do documento, prática que hoje impõe burocracia e custos às famílias.

O que diz o PL 3.749/2020?

De autoria do senador Romário, o PL 3749/2020 estabelece que o laudo médico que comprove o diagnóstico de autismo tenha validade permanente. A justificativa é que o TEA é uma condição de natureza vitalícia, não havendo fundamento técnico para exigir renovações sucessivas apenas para comprovação formal.

Segundo Romário, “a exigência de atualização periódica do laudo é injustificável e sobrecarrega pais e responsáveis, tanto financeiramente quanto emocionalmente”. O parlamentar argumenta que a prática também pressiona o sistema de saúde, ao demandar consultas e avaliações repetidas sem necessidade clínica.

Impacto para as famílias

Se convertido em lei, o projeto deverá reduzir a burocracia no acesso a direitos e benefícios destinados às pessoas com autismo. A medida tende a trazer mais segurança jurídica, previsibilidade e dignidade às famílias, que não precisarão comprovar repetidamente uma condição reconhecida como permanente.

Senado aprova projeto que prevê validade permanente para laudos de autismo

Impacto no direito previdenciário

No âmbito do direito previdenciário, a medida pode ter reflexos em benefícios administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social. A exigência de laudos atualizados é comum em pedidos de Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), aposentadoria da pessoa com deficiência e outros benefícios que envolvem comprovação de impedimento de longo prazo. 

Com a validade permanente do laudo, tende a haver maior estabilidade documental nos processos administrativos e judiciais, reduzindo indeferimentos baseados exclusivamente na “desatualização” do documento médico. Isso pode impactar positivamente a segurança jurídica e a previsibilidade das demandas previdenciárias envolvendo pessoas com TEA.

Próximos passos

Após aprovação no Senado, o texto segue para análise na Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado sem alterações, ainda dependerá de sanção presidencial para entrar oficialmente em vigor em todo o país.

É importante ressaltar que, até a sua sanção e publicação, a legislação vigente permanece inalterada, e as exigências para concessão de benefícios previdenciários e assistenciais continuam as mesmas. Portanto, o acompanhamento da tramitação na Câmara e a eventual sanção presidencial são passos cruciais para que essa significativa alteração se concretize e traga o alívio esperado às famílias.

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Sobre o Autor

Jornalista formado na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e pós-graduado em Comunicação Empresarial e Marketing Digital. Jornalista no Previdenciarista. Redator e curador de conteúdo na newsletter PrevNews. Marketing Jurídico.

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