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MEI pode pagar R$ 178 de INSS com nova proposta de reforma

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Uma nova proposta de reforma da Previdência prevê elevar de 5% para 11% do salário mínimo a contribuição previdenciária do Microempreendedor Individual (MEI). Se a regra valesse com o salário mínimo de 2026, de R$ 1.621, a parcela destinada ao INSS subiria de R$ 81,05 para R$ 178,31 por mês.

A diferença seria de R$ 97,26 mensais. O valor, no entanto, não é uma cobrança aprovada: trata-se de uma proposta técnica discutida por um grupo de especialistas em Previdência, sem projeto em tramitação no Congresso Nacional.

Proposta sugere elevar contribuição do MEI ao INSS

A mudança integra uma proposta de nova reforma da Previdência organizada pelo economista Armínio Fraga e coordenada por Paulo Tafner. O texto também sugere mudanças na idade mínima de aposentadoria, no modelo de financiamento do sistema e em outros benefícios.

Segundo a reportagem que divulgou a proposta, o aumento da alíquota do MEI ajudaria a financiar a transição para um novo modelo previdenciário.

MEI pode pagar R$ 178 de INSS com nova proposta de reforma

Mas o ponto mais importante é este: o MEI não precisa pagar R$ 178 agora. A proposta ainda não foi protocolada nem aprovada, portanto não altera o valor do DAS ou as regras de aposentadoria vigentes.

Quanto o MEI paga de INSS hoje?

Em 2026, a contribuição previdenciária do MEI corresponde a 5% do salário mínimo. Com o piso nacional de R$ 1.621, a parte destinada ao INSS no DAS-MEI é de R$ 81,05.  

Caso a alíquota passasse para 11%, a conta seria:

  • Contribuição atual: R$ 81,05 por mês;
  • Contribuição proposta: R$ 178,31 por mês;
  • Aumento estimado: R$ 97,26 por mês.

Esse cálculo considera apenas a parcela previdenciária. O valor total do DAS pode incluir R$ 1 de ICMS, para atividades de comércio ou indústria, e R$ 5 de ISS, para prestadores de serviços.

A aposentadoria do MEI mudou?

Não. As regras atuais continuam valendo para quem é MEI e mantém os pagamentos em dia.

A contribuição reduzida de 5% garante acesso aos benefícios previdenciários nas condições previstas em lei, como aposentadoria por idade, benefícios por incapacidade, salário-maternidade e pensão por morte aos dependentes. Já quem precisa usar o período como tempo de contribuição em regras específicas pode ter de complementar o recolhimento.

A eventual elevação para 11% não mudaria automaticamente os direitos do MEI. Os detalhes dependeriam de um texto formal, de sua tramitação e da aprovação pelo Congresso.

O que o MEI precisa fazer agora?

Por enquanto, nada muda no pagamento mensal. O empreendedor deve continuar emitindo e quitando o DAS normalmente, de acordo com a atividade exercida.

A proposta reacendeu o debate sobre uma nova reforma da Previdência, mas não cria cobrança imediata nem altera a aposentadoria de quem já contribui como MEI. Antes de tomar qualquer decisão com base nas manchetes, o mais seguro é verificar as regras vigentes e manter o histórico de contribuições regularizado.

Veja também: Aposentadoria aos 67 anos não existe; saiba qual regra vale hoje

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Sobre o Autor

Jornalista formado na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e pós-graduado em Comunicação Empresarial e Marketing Digital. Jornalista no Previdenciarista. Redator e curador de conteúdo na newsletter PrevNews. Marketing Jurídico.

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