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Aposentadoria especial pode mudar após avanço na Câmara

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A Câmara dos Deputados deu urgência a um projeto que propõe mudanças na aposentadoria especial e, em setembro de 2026, deputados voltaram a pedir que a proposta seja incluída na pauta do Plenário. 

O tema envolve os vigilantes, mas o projeto que recebeu urgência trata da regulamentação da aposentadoria especial de forma mais ampla. As propostas específicas para a categoria continuam em tramitação própria.

O que pode mudar na aposentadoria especial? 

O PLP 42/2023 propõe rever pontos da Reforma da Previdência relacionados à aposentadoria especial. 

Entre eles estão o cálculo do valor inicial do benefício e a possibilidade de considerar de forma diferenciada o tempo trabalhado em condições especiais, mesmo quando o segurado não completa todo o período exigido para a aposentadoria especial. 

Aposentadoria especial pode mudar após avanço na Câmara

A Câmara aprovou o regime de urgência em 12 de agosto. Com isso, o projeto pode ser analisado diretamente pelo Plenário. Depois, deputados apresentaram requerimentos para que o texto fosse incluído na pauta, mas esses pedidos não significam que o projeto já tenha sido votado ou aprovado. 

STF já derrubou a idade mínima

Uma parte do debate já teve resposta do Supremo Tribunal Federal. Em junho, o STF invalidou a exigência de idade mínima para a aposentadoria especial de trabalhadores expostos a agentes nocivos. 

A decisão, porém, não concede o benefício automaticamente: ainda é necessário cumprir os requisitos de tempo e comprovar a exposição prejudicial à saúde. 

O período exigido varia conforme o tipo e o grau de exposição, podendo ser de 15, 20 ou 25 anos. Por isso, a decisão sobre a idade não elimina a necessidade de apresentar documentos que demonstrem as condições de trabalho.  

Vigilantes ainda aguardam uma regra específica

Apesar de o tema estar em evidência, os vigilantes ainda não receberam uma nova regra de aposentadoria especial. O STF decidiu, no Tema 1.209, que a atividade de vigilante, com ou sem arma de fogo, não é considerada especial apenas por causa do risco à integridade física. 

Há projetos na Câmara que propõem reconhecer a atividade para fins previdenciários. O PLP 31/2026 trata de vigilantes armados ou desarmados, enquanto o PLP 46/2026 aborda a aposentadoria especial de vigilantes armados. As duas propostas ainda aguardam despacho da Presidência da Câmara e não alteraram o direito vigente. 

O que vale agora na aposentadoria especial? 

A urgência aprovada aumentou a possibilidade de o projeto geral ser discutido no Plenário, mas não significa que novas regras já estejam valendo. 

Para os vigilantes, a aposentadoria especial também não foi garantida: os projetos específicos ainda precisam avançar na Câmara e passar pelas etapas legislativas.

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Sobre o Autor

Jornalista formado na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e pós-graduado em Comunicação Empresarial e Marketing Digital. Jornalista no Previdenciarista. Redator e curador de conteúdo na newsletter PrevNews. Marketing Jurídico.

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