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PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO ASSISTENCIAL. IDOSO. EXISTÊNCIA DE AÇÃO IDÊNTICA ANTERIORMENTE PROPOSTA. COISA JULGADA. RECONHECIMENTO DE OFÍCIO. TRF3. 6077173-8...

Data da publicação: 09/07/2020, 00:36:08

E M E N T A PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO ASSISTENCIAL. IDOSO. EXISTÊNCIA DE AÇÃO IDÊNTICA ANTERIORMENTE PROPOSTA. COISA JULGADA. RECONHECIMENTO DE OFÍCIO. - Há coisa julgada quando se repete ação idêntica (mesmas partes, pedido e causa de pedir) já apreciada por decisão transitada em julgado. Inteligência do artigo 337 do CPC. - Verificada a existência de ação anterior, cuja decisão foi acobertada pela preclusão máxima, torna-se ilegal a dedução de nova e idêntica pretensão, em virtude do princípio constitucional da segurança jurídica (artigo 5º, XXXVI, da CF). - Parte autora condenada ao pagamento de custas processuais e honorários de advogado, arbitrados em R$ 1.000,00 (mil reais), majorados em razão da fase recursal, conforme critérios do artigo 85, §§ 1º e 11, do CPC, suspensa, porém, a exigibilidade, na forma do artigo 98, § 3º, do CPC, por tratar-se de beneficiária da justiça gratuita. - Coisa julgada reconhecida de ofício. Extinção do processo sem resolução de mérito. - Apelação prejudicada. (TRF 3ª Região, 9ª Turma, ApCiv - APELAÇÃO CÍVEL - 6077173-85.2019.4.03.9999, Rel. Desembargador Federal DALDICE MARIA SANTANA DE ALMEIDA, julgado em 20/03/2020, Intimação via sistema DATA: 23/03/2020)



Processo
ApCiv - APELAÇÃO CÍVEL / SP

6077173-85.2019.4.03.9999

Relator(a)

Desembargador Federal DALDICE MARIA SANTANA DE ALMEIDA

Órgão Julgador
9ª Turma

Data do Julgamento
20/03/2020

Data da Publicação/Fonte
Intimação via sistema DATA: 23/03/2020

Ementa


E M E N T A

PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO ASSISTENCIAL. IDOSO. EXISTÊNCIA DE AÇÃO IDÊNTICA
ANTERIORMENTE PROPOSTA. COISA JULGADA. RECONHECIMENTO DE OFÍCIO.
- Há coisa julgada quando se repete ação idêntica (mesmas partes, pedido e causa de pedir) já
apreciada por decisão transitada em julgado. Inteligência do artigo 337 do CPC.
- Verificada a existência de ação anterior, cuja decisão foi acobertada pela preclusão máxima,
torna-se ilegal a dedução de nova e idêntica pretensão, em virtude do princípio constitucional da
segurança jurídica (artigo 5º, XXXVI, da CF).
- Parte autora condenada ao pagamento de custas processuais e honorários de advogado,
arbitrados em R$ 1.000,00 (mil reais), majorados em razão da fase recursal, conforme critérios do
artigo 85, §§ 1º e 11, do CPC, suspensa, porém, a exigibilidade, na forma do artigo 98, § 3º, do
CPC, por tratar-se de beneficiária da justiça gratuita.
- Coisa julgada reconhecida de ofício. Extinção do processo sem resolução de mérito.
- Apelação prejudicada.

Acórdao



APELAÇÃO CÍVEL (198) Nº6077173-85.2019.4.03.9999
Jurisprudência/TRF3 - Acórdãos

RELATOR:Gab. 31 - DES. FED. DALDICE SANTANA
APELANTE: LUZIA PEREIRA MENDES

Advogado do(a) APELANTE: JOICE CORREA SCARELLI - SP121709-N

APELADO: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS


OUTROS PARTICIPANTES:






APELAÇÃO CÍVEL (198) Nº6077173-85.2019.4.03.9999
RELATOR:Gab. 31 - DES. FED. DALDICE SANTANA
APELANTE: LUZIA PEREIRA MENDES
Advogado do(a) APELANTE: JOICE CORREA SCARELLI - SP121709-N
APELADO: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
OUTROS PARTICIPANTES:


R E L A T Ó R I O

A Exma. Sra. Desembargadora Federal Daldice Santana: cuida-se de apelação interposta pela
parte autora em face de sentença que julgou improcedente o pedido de concessão de benefício
assistencial.
Em suas razões, alega, em síntese, preencher os requisitos para a concessão do benefício, razão
pela qual requer a reforma do julgado.
Sem contrarrazões, os autos subiram a esta Corte.
O Ministério Público Federal opinou pelo provimento da apelação.
É o relatório.






APELAÇÃO CÍVEL (198) Nº6077173-85.2019.4.03.9999
RELATOR:Gab. 31 - DES. FED. DALDICE SANTANA
APELANTE: LUZIA PEREIRA MENDES
Advogado do(a) APELANTE: JOICE CORREA SCARELLI - SP121709-N
APELADO: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
OUTROS PARTICIPANTES:


V O T O


A Exma. Sra. Desembargadora Federal Daldice Santana: há coisa julgada quando se repete ação
idêntica (mesmas partes, pedido e causa de pedir) já apreciada por decisão transitada em
julgado. Inteligência do artigo 337 do CPC.
A existência de ação anterior, cuja decisão foi acobertada pela preclusão máxima, torna ilegal a
dedução de nova e idêntica pretensão, em virtude do princípio constitucional da segurança
jurídica (artigo 5º, XXXVI, da CF).
No caso, verifica-se a existência de outra ação proposta pela parte autora na 1ª Vara Cível da
Comarca de Atibaia/SP, na qual requereu benefício de prestação continuada.
Naquela oportunidade, o julgamento de primeira instância foi favorável à parte autora. Contudo,
em grau de recurso, esta Corte reformou a sentença e julgou improcedente o pedido, revogando
a tutela antecipada concedida.
Reporto-me à Apelação Cível n. 0009578-16.2015.4.03.9999, de relatoria do Desembargador
Federal Paulo Domingues, cujo julgado foi acobertado pela preclusão máxima em 14/09/2015.
Nesta ação, ajuizada em 27/10/2015, a parte autora pleiteia a concessão do benefício assistencial
sem, contudo, comprovar ter efetuado requerimento administrativo posterior ao pedido alcançado
pela coisa julgada.
O argumento utilizado na petição inicial não altera o panorama fático já que a pretensão da parte
autora baseou-se no mesmo requerimento efetuado em 27/05/2013 (benefício n. 7007958240).
Tanto nesta quanto naquela ação o pedido e a causa de pedir são idênticos, assim como lhe são
comuns as partes. Nas duas, o pedido é a concessão de benefício de prestação continuada de
que trata a Lei n. 8.742/1993, não havendo, portanto, alternativa diversa do reconhecimento da
coisa julgada.
Em decorrência, impõe-se a extinção do processo, sem resolução de mérito.
Fica mantida a condenação da parte autora a pagar custas processuais e honorários de
advogado, arbitrados em R$ 1.000,00 (mil reais), já majorados em razão da fase recursal,
conforme critérios do artigo 85, §§ 1º e 11, do CPC, suspensa, porém, a exigibilidade, na forma
do artigo 98, § 3º, do referido código, por ser beneficiária da justiça gratuita.
Diante do exposto, reconheço, de ofício, a coisa julgada e, por consequência, extingo o processo,
sem resolução de mérito, nos termos do artigo 485, V, § 3º, do CPC. Tendo em vista o resultado,
fica prejudicada a apreciação da apelação interposta.
É como voto.
E M E N T A

PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO ASSISTENCIAL. IDOSO. EXISTÊNCIA DE AÇÃO IDÊNTICA
ANTERIORMENTE PROPOSTA. COISA JULGADA. RECONHECIMENTO DE OFÍCIO.
- Há coisa julgada quando se repete ação idêntica (mesmas partes, pedido e causa de pedir) já
apreciada por decisão transitada em julgado. Inteligência do artigo 337 do CPC.
- Verificada a existência de ação anterior, cuja decisão foi acobertada pela preclusão máxima,
torna-se ilegal a dedução de nova e idêntica pretensão, em virtude do princípio constitucional da
segurança jurídica (artigo 5º, XXXVI, da CF).
- Parte autora condenada ao pagamento de custas processuais e honorários de advogado,
arbitrados em R$ 1.000,00 (mil reais), majorados em razão da fase recursal, conforme critérios do
artigo 85, §§ 1º e 11, do CPC, suspensa, porém, a exigibilidade, na forma do artigo 98, § 3º, do
CPC, por tratar-se de beneficiária da justiça gratuita.
- Coisa julgada reconhecida de ofício. Extinção do processo sem resolução de mérito.

- Apelação prejudicada.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, a Nona Turma, por
unanimidade, decidiu extinguir o processo, sem resolução de mérito, e julgar prejudicada a
apelação, nos termos do relatório e voto que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.


Resumo Estruturado

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